Galera o objetivo desse post é, fundamentalmente, discutir o que leva uma pessoa a começar a fumar e a maneira - as vezes aceita e outras não - de encaixe dela em um ambiente coletivo . Não, isso aqui não é uma campanha (existe uma campanha nazista condenando os fumantes, eu sei) contra os fumantes, mas sim uma real busca pela resposta.
Acho que a principal influência, como para a maioria dos hábitos que se adquire, advêm dos pais. Porém enquanto crianças (sabias que são): criticam, tomam o cigarro, enchem o saco dos pais os condenando o hábito e no fim das contas acabam aderindo.
Outra explicação contundente é necessidade que o adolescente tem de se inserir em determinado grupo e/ou se destacar do lugar comum. Uma auto-afirmação, a busca de um charme, um diferencial, a busca incessante por códigos de aceitação.
Também existem aqueles que aderem tardiamente, pra esses só consigo vincular a uma falsa sensação de dormência para uma profunda dor, ou simplesmente um falso remédio para a ansiedade.
Por fim os que fogem da minha capacidade de compreensão, os tão famosos e famigerados que fumam quando bebem (Putz!!!).
A bateria de estímulos característica de uma cidade pode atormentar o psico do ser humano: buzina, gritos, barulho de todos os tipos, muitas pessoas no seu caminho, hora certa pra tudo, compromissos, engarrafamento, pressão, toques de telefone, toques do seu telefone (cansei só de pensar) torna compreensível a permissão que as pessoas se dão para fumar um cigarrinho. O cigarro funciona como um cronômetro é o tempo que o ser humano se permite: ter um pouco de paz, pensar em coisas particulares, ou não pensar em nada simplesmente, mas fundamentalmente o refúgio, um abrigo que o proteja do frenético úrbio (me permito escrever sobre o ambiente a que pertenço).
E tem, também, a reunião dos fumantes, a comunhão. Aquela fugidinha pra fumar um cigarrinho com o seu companheiro de hábito, onde se aproveita para um bate papo amistoso, uma paquera, um ambiente paralelo ao seu entorno. Esse ambiente paralelo é que motivou o título do post, depois que fizeram a lei dos fumantes, percebi que me identifico com esse ambiente. Depois de inúmeras vezes em que se debandaram todas as pessoas das quais gosto de conversar para a área dos fumantes. Das vezes em que ia ficando sozinho tinha de ir garantir a minha tentativa de câncer no pulmão, ou um enfisema como fumante passivo nas áreas dos fumantes, mas o que mais me intrigou foi às vezes em que não fui pelo motivo óbvio de detestar cigarro e me vi diante de um ambiente inócuo, sem assunto.
O que ouve com vocês? Os que ficaram na ambiente normal, não fumam, mas também não bebem e também parece não ter assunto (claro que não estou rotulando ninguém, falo a partir de empiria, aconteceu um sem número de vezes isso), ou bebem pouco por estarem num bar, mas não tem assunto, ou estamos falando mal de cigarro, mas isso só dura 2 minutinhos. “Valeu galera vou dar um pulo lá pra tomar conta da minha muié, rsrsrsrsrsr”. E lá vou eu para área dos fumantes, onde encontro descontração, assuntos interessantes, risadas e muita fumaça (PQP).
Meus pêsames por virarem escravos de algo tão ofensivo, vão pro inferno por me gerarem propensão a diversas doenças e parabéns por inventarem o chill out do cotidiano urbano.
*houve
ResponderExcluirAs "áreas" (entre aspas pq hoje, depois da maldita lei, somos mal tratados e a área de fumante é a rua) de fumantes são muito mais legais do que o evento.
ResponderExcluirÉ um desperdício que num lugar como o Lapa 40o, por exemplo, a gente tenha que deixar até as calças com o segurança pra poder fumar! hauahuha
O jeito é selecionar e frequentar os lugares abertos, onde o cigarro é liberado..
E você adora um cigarrinho, que eu sei!
hahaha
Beijos!
Fumar é muito bom!
ResponderExcluirOdeio quando fumo!
parei de fumar e o que mais senti falta foi do tempo "perdido" entre as tragadas. quanto a área de fumantes, lança um natural e deixa o povo das substâncias tóxicas enquanto tu tá lá no boldim, rs.
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