...nada apelativo, por favor.
A luta iniciada pelas mulheres das décadas de 60 e 70, com a popularização das pílulas anticoncepcionais e a inserção delas no mercado de trabalho, proporcionou, inevitavelmente, uma liberdade na prática do sexo para o gênero.
Aquilo que era mal visto perante a sociedade passou a ser cada vez mais normal. Nesse gancho que gostaria de opinar perante algo muito importante que se banalizou ainda mais. O sexo casual deixou de ser algo vinculado ao gênero masculino gerando certa falta de sentido em tal ato.
Não me proponho a fazer um discurso moralista - muito pelo contrário, sou defensor da liberdade sexual - porém chamo atenção para o uso desta.
Acho que perdemos a magia do desafio, pois o sexo passou do normal para o banal. A conquista tem seu tempo, suas etapas, porém vivemos um mundo um tanto quanto imediatista, temos contato com muitas pessoas num curto período de tempo e a prática do sexo deixou de ser a conquista para ser uma mera etapa de uma série de questões racionais que permitem ou não a continuidade do processo de envolvimento.
O resultado disso é um sexo mais mecânico, menos íntimo, menos mágico, menos intenso. As meninas nas primeiras vezes (convenhamos) não atingem o orgasmo (muitas nem seguintes) e os meninos (muitos não contam) cada vez mais tomando remédios pra garantir a ereção com pouquíssima idade, podendo prejudicar assim a própria saúde.
Em suma, acho que de tantos costumes - antes masculinos - absorvidos pela mulher no corte temporal feito por mim, absorveram também o pior deles que é a banalização do sexo. Tornando assim algo mais fácil, porém infinitamente menos prazerosos. Sinto saudade dos meus 16 anos quando isso era algo mais desafiador.
Não acho que transar na primeira vez seja errado, ou sempre ruim, pode acontecer de rolar. Mas não acho que se atinja esse nível de intimidade de modo tão imediato.